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Escola estadual de MS ganha prêmio do governo federal
19/02/2006 | Vivian de Castro Alves

Campo Grande (MS) – Uma euforia tomou conta dos profissionais da Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, na Moreninha I, em Campo Grande, devido à notícia de que o estabelecimento de ensino fora um dos selecionados pelo Ministério da Educação (MEC), através de um projeto pedagógico específico para o ensino médio noturno.

A iniciativa do governo federal é valorizar as escolas que buscam fazer o diferencial na metodologia de ensino noturno, para diminuir os índices de evasão e reprovação, além de garantir ensino de qualidade. Dos 972 projetos inscritos na Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), dez foram escolhidos – dois de cada região. “Quando soube que fomos selecionados, saí pelo corredor gritando para os professores”, lembra a diretora-adjunta e coordenadora do projeto selecionado em Mato Grosso do Sul, Ernângela Maria de Souza Calixto. “Depois fui até a sala de informática para confirmar a notícia pelo site do MEC.”

Cada instituição de ensino premiada receberá repasse financeiro de R$ 140 mil do governo federal. As vencedoras são as seguintes escolas estaduais: Professor Eidorfe Moreira, de Belém (PA); Professora Esther da Silva Virgolino, de Macapá (AP); Escola de Ensino Médio Emil Glitz, de Ijuí (RS); Escola de Educação Básica Cruzeiro, de Santa Rosa (RS); Escola Pedro Joaquim de Jesus, de Teotônio Vilela (AL); Escola de Ensino Fundamental e Médio Dona Maria Amélia Bezerra, de Juazeiro do Norte (CE); Escola de Melo Viana, de Esmeralda (MG); Escola Condessa Filomena Matarazzo, de São Paulo (SP); Escola Waldemir Barros da Silva, de Campo Grande (MS); e o Centro de Ensino Médio 2, do Gama (DF).

Recursos 
A premiação para as dez escolas será entregue no dia 16 de março, no auditório do edifício-sede do MEC, em Brasília, com a presença dos coordenadores dos projetos, diretores das escolas e responsáveis pelo caixa escolar dos colégios. “Será ministrada até uma capacitação sobre como fazer o gasto correto do recurso”, explica Ernângela.

Entre os 147 itens que a Escola Waldemir Barros da Silva, de Campo Grande, pretende adquirir com o recurso, estão equipamentos de som, vídeo e informática, livros, enciclopédias, mobiliário, serviços de telecomunicação, kits de recreação escolar, ensino e multimídia e instrumentos musicais.

A unidade quer oferecer capacitação aos professores com o aporte financeiro. “A dúvida é se realmente podemos comprar o que listamos na quantidade que pedimos. A única informação que tínhamos era que o dinheiro não poderia ser usado para reforma”, observa Ernângela.

Projeto 
Com o título Uma nova identidade para o ensino médio noturno, o projeto apresentado pela Escola Estadual Waldemir Barros da Silva resgata diversas propostas e trabalhos desenvolvidos ao longo de seis anos, que tinham como objetivo manter e atrair os estudantes para o colégio. Segundo Ernângela, a primeira experiência foi em 1999, através do projeto Aulas Programas, que garantia a flexibilização do primeiro ou último tempo de aula, destinado à realização de trabalhos com temas escolhidos pelos estudantes e pelas estudantes. “No início pensávamos em organizar o trabalho por semestre, mas foi constatado que seria pouco tempo, então resolvemos estender ao longo do ano”, explica.

Ao longo dos anos, a proposta foi sofrendo adaptações em função de temas a serem tratados. Atualmente há duas linhas temáticas que servem de base para a pesquisa: história e cultura afro-brasileira, na qual compreende as disciplinas de Ciências Humanas e Linguagens e Códigos; e Educação Ambiental, com as disciplinas das áreas exata e biológica.

A participação do aluno e da aluna no desenvolvimento dos temas a serem pesquisados, de acordo com a coordenadora do projeto, é essencial para atraí-los ainda mais, pois dá possibilidade de o estudante decidir que área está disposto a estudar. No ano passado, a escola organizou um encontro, que reuniu os estudantes, familiares, representantes da Educação, além de outras escolas, para a apresentação final dos trabalhos. Além do relatório escrito, os estudantes e as estudantes organizaram apresentações artísticas e culturais sobre os temas trabalhados.

Os resultados foram bastante positivos, tanto na interação com os estudantes como na redução no índice de evasão, que chegou a 27,41%, em 2004. Segundo Ernângela, a perspectiva para este ano é continuar os trabalhos com os dois temas, realizar projetos menores, por bimestre e firmar parcerias com universidades e comércio local para promoção de eventos.

Educomrádio
Implantado desde o ano passado na Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, o projeto Educomrádio também trouxe mais motivação aos alunos do noturno. De acordo com a coordenadora do projeto na unidade, Valdirene Ungare, houve até uma transformação no comportamento de alguns alunos, tidos como problemáticos. A ferramenta do rádio garantiu maior interesse pelos estudos e um compromisso com os equipamentos do laboratório instalado na escola.

O Educomrádio é um projeto de parceria entre MEC, Universidade de São Paulo (USP) e a Secretaria de Estado de Educação (SED). Foi implantado em 19 escolas estaduais, na Capital, Interior e na comunidade negra Zumbi dos Palmares, em Jaraguari.



 
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