Publicado em 29 maio 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
UFGD recebe estudantes da educação básica com a ciência na ponta da língua
A sala de aula ficou pequena. E foi por isso que mais de 500 estudantes das redes municipal e estadual de 12 municípios da região sul de Mato Grosso do Sul ocuparam o Centro de Convivência da Universidade Federal da Grande Dourados, a UFGD, para mostrar que ciência não começa na universidade.
Começa muito antes, na escola pública, nas mãos de quem ainda está aprendendo a fazer perguntas.
A ‘2ª Mostra Científica de Dourados e a 1ª Mostra Científica Ciências sem Fronteiras — CRE 5’ reuniram, num mesmo evento histórico, mais de 140 trabalhos científicos aprovados e apresentados ao público, contemplando alfabetização, sustentabilidade, tecnologia, cultura, inclusão e iniciação científica escolar.
140 trabalhos, infinitas perguntas
Os projetos apresentados revelaram estudantes que não apenas estudam sobre o mundo, investigam, propõem e apresentam soluções para ele.
Sustentabilidade, tecnologia, leitura, inclusão e cultura foram alguns dos temas que tomaram os espaços da UFGD, transformando a universidade num grande laboratório de aprendizagem significativa.
A comunidade também participou ativamente, votando nos projetos de sua preferência em um gesto que aproximou escola e sociedade, mostrando que o conhecimento produzido nas salas de aula tem valor além dos muros da escola.

Estudantes indígenas no palco da ciência
Um dos momentos mais marcantes da programação foi participação de estudantes indígenas em apresentações histórico-culturais, reforçando que a Mostra Científica não celebra apenas o conhecimento técnico, mas também a diversidade cultural como pilar de uma educação verdadeiramente inclusiva.

Os PCPIs como mediadores do protagonismo
Por trás de cada trabalho apresentado existe um Professor Coordenador de Práticas Inovadoras que mobilizou, orientou e não deixou projetos morrerem na gaveta.
Os PCPIs foram fundamentais na organização da Mostra, desde a mobilização das escolas à orientação dos estudantes, consolidando práticas educacionais voltadas à pesquisa, à criatividade e à aprendizagem significativa.

A escola pública produz conhecimento com propósito
A presença de secretários municipais de educação, representantes da SED, da Superintendência de Informação e Tecnologia, a SITEC, da Coordenadoria de Tecnologia Educacional, a COTED, gestores escolares, universidades e instituições parceiras evidenciou que a Mostra Científica não foi um simples evento escolar.
A Mostra foi um movimento que reuniu diferentes setores em torno de um propósito comum dentro de uma universidade como prova de que a escola pública não forma apenas técnicos, forma pesquisadores, criadores e cidadãos prontos para transformar o mundo.

Gilberto Junior, SED
Fotos: Reprodução