Publicado em 08 jun 2026 • por Gilberto Carvalho Vargas Junior •
Mover o corpo com propósito é o início para transformação de estudantes especiais
Para um estudante com Transtorno do Espectro Autista, uma aula de Educação Física bem planejada pode ser muito mais do que exercício físico. Pode ser o momento em que ele aprende a equilibrar o próprio corpo.
Como consequência, aprende a perceber o espaço ao seu redor, a regular suas emoções e a se conectar com os colegas de um jeito que nenhuma outra disciplina consegue. Para que isso aconteça, o professor precisa saber exatamente o que está fazendo.
Foi com esse propósito que a Coordenadoria de Educação Especial, a COESP; e o Centro Estadual de Apoio Multidisciplinar Educacional ao Estudante com Transtorno do Espectro Autista, o CEAME/TEA, reuniram professores de Educação Física da rede estadual lotados em Campo Grande num encontro formativo em Psicomotricidade.

O que muda na vida do estudante
A psicomotricidade trabalha aspectos que são especialmente desafiadores para estudantes com TEA, como coordenação motora, equilíbrio, lateralidade, organização espacial e temporal, atenção e autorregulação emocional.
Quando um professor domina essas estratégias, cada aula se torna uma oportunidade de desenvolvimento global, de participação ativa e de aprendizagem significativa para esses estudantes.

Estudantes como protagonistas
O centro de tudo é o aluno. A formação partiu de uma premissa simples e poderosa. Quanto mais o professor conhece as especificidades dos estudantes com TEA, mais ele consegue criar condições para que esse estudante avance no desenvolvimento motor, nas interações sociais e na própria autoconfiança.

Educadores como mediadores da inclusão
A proposta do CEAME/TEA é fomentar momentos de formação continuada e oportunizar aos professores novos conhecimentos e estratégias que refletem diretamente no desenvolvimento dos estudantes.
“Pensar em ações voltadas à psicomotricidade é reconhecer as especificidades dos estudantes com TEA e garantir práticas pedagógicas mais sensíveis, inclusivas e efetivas”, ressalta a gerente a pedagógica, Maria José dos Santos.

Escola de desenvolvimento integral
O encontro foi realizado presencialmente no Auditório da EE Maria Constança de Barros Machado, em Campo Grande, e integra um conjunto de ações da SED voltadas à qualificação contínua dos profissionais da educação e à construção de uma escola mais inclusiva e comprometida com o desenvolvimento de todos os estudantes, especialmente aqueles que mais precisam de um olhar especializado.

Gilberto Junior, SED
Fotos: Reprodução