Publicado em 08 jun 2026 • por Gilberto Carvalho Vargas Junior •
A indústria vai até a sala de aula e o mercado é revelado antes do certificado
Existem cursos que ensinam sobre o mercado de trabalho. O curso de Mecatrônica da Escola Estadual Professor João Magiano Pinto, em Três Lagoas, traz o mercado para mais perto dos estudantes.
As aulas do Ensino Médio acontecem normalmente na escola, mas as práticas são realizadas nas instalações do SENAI, com laboratórios especializados, equipamentos de ponta e acompanhamento de profissionais qualificados nas áreas de automação industrial, eletrônica, robótica e manutenção.
Quando a indústria entra na sala de aula
Recentemente, os estudantes receberam a visita de um executivo de manutenção da Suzano, Wilton Gomes, gerente de umas das maiores empresas de papel e celulose do mundo, com forte presença em Três Lagoas.
Durante a palestra, Wilton compartilhou sua trajetória profissional, os desafios que enfrentou, as conquistas que acumulou e o que o mercado espera dos profissionais que chegam.
Para jovens que ainda estão construindo seu caminho, ouvir isso de quem atua no mercado faz toda a diferença.

Estudantes como protagonistas
A parceria entre a escola Jomap, o SENAI e a Suzano não é apenas institucional. É uma janela para o futuro que se abre enquanto o aluno ainda está no Ensino Médio.
Ao ter acesso a laboratórios reais, equipamentos industriais e à experiência de gestores do setor produtivo, cada estudante chega ao mercado com algo que nenhum currículo tradicional oferece.
O Ensino Médio da Jomap oferece vivência prática e referência profissional concreta.

Educadores e parceiros como mediadores
A iniciativa consolida o papel de uma escola que pensa além da sala de aula, articulando escola, institutos de formação técnica e empresas do setor produtivo numa proposta pedagógica que prepara jovens para os desafios de uma indústria cada vez mais tecnológica e exigente.
O gerente regional do SENAI – Três Lagoas, Rodrigo de Melo destaca que a indústria precisa de profissionais que já chegam sabendo fazer. “Quando a escola e o SENAI caminham juntos, o estudante não precisa esperar o primeiro emprego para ter experiência,” pontua Rodrigo.
A diretora, Lourdes Alves considera que, quando um aluno entra num laboratório industrial ainda no Ensino Médio, ele deixa de imaginar o futuro para vivê-lo. “Essa parceria transforma a escola num ponto de partida real para a vida profissional”, ressalta a diretora Lourdes.

Gilberto Junior, SED
Fotos: Reprodução