Alunos do 8º ano recriam ‘Rei e Parlamento’ para estudar as Revoluções Inglesas

Alunos do 8º ano recriam Rei e Parlamento para estudar Revoluções Inglesas em sala
  • Publicado em 10 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •

  • Quando a história sai do livro e o lúdico entra em campo em um duelo de argumentos

    No momento em que metodologias ativas ganham cada vez mais espaço nas práticas pedagógicas, a professora de História, Juliana Nunes, transformou o conteúdo sobre as Revoluções Inglesas em um duelo de argumentos dentro da sala de aula da EE Rita Angelina Barbosa Silveira, em Dourados.

    A dinâmica ‘Rei e o Parlamento’, aplicada no 8º ano C do Ensino Fundamental, dividiu a turma em dois grupos; um representando a monarquia, outro o parlamento. E colocou os estudantes diante do dilema que moldou a história política da Inglaterra entre os séculos XVI e XVII: – Quem tem o poder e quais são os seus limites?

    As regras do jogo histórico

    A relação entre o Rei e o Parlamento na Inglaterra evoluiu de um conflito de poder absoluto para uma monarquia parlamentarista, onde o rei reina, mas não governa.

    Historicamente, disputas sobre impostos e religião, como na Revolução Inglesa, limitaram o poder real e estabeleceram a supremacia parlamentar, especialmente após a Revolução Gloriosa de 1969.

    Nesse contexto, cada equipe contou com um porta-voz, responsável por apresentar os argumentos, e um secretário, encarregado de registrar as ideias construídas coletivamente.

    A professora elaborou e distribuiu conjuntos de cartas com situações-problema iguais para os dois grupos.

    A cada rodada, os estudantes tinham um tempo determinado para discutir, organizar seus argumentos e defendê-los diante da situação apresentada; com pontuação para os argumentos mais consistentes.

    Estudantes protagonistas

    Mais do que debater, os alunos precisaram dominar o conteúdo para argumentar, com consistência, o que transformou o estudo em estratégia.

    A dinâmica exigiu pensamento crítico e trabalho em equipe com capacidade de síntese, habilidades que vão muito além da narrativa histórica dos fatos, situações que preparam os jovens para o exercício da cidadania.

    Professora mediadora

    A atividade é fruto de um planejamento cuidadoso da professora Juliana que, ao longo das aulas, construiu com os alunos o contexto necessário para que o debate fizesse sentido para eles.

    A professora revela que a dinâmica não substituiu o ensino, ela foi o ponto de chegada de um processo pedagógico intencional.

    “Quando os alunos precisam defender uma posição com argumentos, eles deixam de decorar a história e passam a entendê-la de verdade,” destaca Juliana.

    A escola como espaço de criação

    A iniciativa reafirma o compromisso da EE Rita Angelina com práticas pedagógicas inovadoras que tornam o aprendizado mais significativo, mostrando que entender história é também aprender a argumentar, ouvir e construir posições fundamentadas.

    Para a diretora Tarsila Bibiane, ver a história sair do livro e entrar em campo como um duelo de argumentos é uma conquista.

    “Ver nossos alunos debatendo com propriedade sobre poder e democracia mostra que a sala de aula pode ser o melhor laboratório de cidadania que existe,” ressalta Tarcila.

    Gilberto Junior, SED

    Fotos: arquivo escolar

    Categorias :

    Dourados, Educação Básica

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