Publicado em 08 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Sua presença neste evento fortalece a relevância da Educação Escolar Indígena
Em um momento em que a valorização dos povos originários ocupa lugar central no debate sobre diversidade e educação, o CEFPI (Centro Estadual de Formação de Professores Indígenas) de Mato Grosso do Sul realiza sua 1ª Exposição Pedagógica e Cultural.
O evento acontece, dias 8 e 9 de abril, pela manhã e à tarde. Na sede do Centro, que fica na rua 13 de maio, 1090, em Campo Grande.
Um centro que forma e transforma
O Centro Estadual de Formação de Professores Indígenas é a instituição responsável pela formação inicial e continuada de professores indígenas no Estado, com foco em uma educação diferenciada, intercultural e bilíngue.
O respeito e a integração dos povos geram o contexto desta exposição de saberes tradicionais dos povos originários de Mato Grosso do Sul, que têm como vitrine viva a produção do que é pensado e ensinado dentro do Centro.
O que o evento oferece
A programação reúne exposição de obras e artesanatos, palestras temáticas, apresentação de mídias audiovisuais e mostra de trabalhos pedagógicos produzidos pelos próprios alunos.
Cada elemento do evento é um convite ao diálogo entre a cultura indígena, a comunidade e o poder público, reafirmando que educação e identidade caminham juntas.
Estudantes como protagonistas
Os trabalhos pedagógicos em exposição são produção dos próprios alunos do CEFPI/MS, que são professores indígenas em formação, que aprendem ao mesmo tempo em que preservam e transmitem os saberes de seus povos.
A mostra evidencia essa dupla dimensão; a intelectual e a cultural.
A escola como mediadora de culturas
A exposição consolida o papel do CEFPI/MS como espaço de encontro entre tradição e inovação pedagógica, fortalecendo as políticas públicas voltadas à Educação Escolar Indígena em nosso Estado.
“A presença da comunidade e do poder público neste evento é fundamental para o fortalecimento da relevância deste Centro de Formação voltado à Educação Escolar Indígena,” reforça o diretor Alexandre Jorge.
Gilberto Junior, SED
Foto: Cid Nogueira