Publicado em 10 jun 2026 • por Gilberto Carvalho Vargas Junior •
Cada leitor do Conecta JOMAP já se sente parte da história que ele conta
Quando Gutenberg inventou a prensa móvel em 1450, mudou o mundo. Não porque a informação era nova, mas porque, pela primeira vez, ela podia ser tocada, guardada e compartilhada por muitas mãos ao mesmo tempo.
Mais de cinco séculos depois, em tempos de “arrasta pra cima”, estudantes dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio da Escola Estadual Professor João Magiano Pinto, em Três Lagoas, fizeram uma escolha deliberada e poderosa; lançaram um jornal impresso.
O Conecta JOMAP, idealizado pela professora Rubenita e produzido pelos próprios alunos, chegou ao mundo no dia 1º de junho com reportagens, entrevistas, artigos de opinião, resenhas e histórias que só existem porque alguém parou, observou, pensou e escreveu.

O conteúdo do jornal estudantil
Mais do que conteúdo, o Conecta JOMAP carrega competências que nenhum aplicativo ensina sozinho. Leitura crítica, escrita argumentativa, interpretação de gêneros textuais, responsabilidade com a informação e o exercício de dar voz a histórias que merecem ser contadas.
Cada edição é também um registro da memória da escola, seus projetos, conquistas, personagens e desafios que, sem o jornal, correriam o risco de desaparecer na timeline do cotidiano.

Estudantes como protagonistas
Produzir um jornal exige muito mais do que escrever bem. Exige pauta, apuração, edição e decisão sobre o que merece ser publicado.
Agora, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver habilidades que preparam o jovem não apenas para o mercado, mas para a vida numa sociedade onde saber separar informação de ruído é cada vez mais raro e cada vez mais necessário.

Professora como mediadora
A iniciativa nasceu da professora Rubenita, que enxergou no jornal impresso uma ferramenta pedagógica capaz de integrar estudantes, professores, equipe administrativa e comunidade escolar num projeto comum.
“Quando o aluno segura o jornal que ele mesmo produziu, ele entende que as palavras têm peso e que a notícia que ele escolheu contar importa para alguém”, resume Rubenita.

Escola de criação e memória
Para a diretora Lourdes Alves, essa escolha diz muito sobre o tipo de escola que a JOMAP quer ser num tempo onde algumas notícias contam histórias que merecem ser guardadas, não apenas curtidas.
“Um jornal feito por estudantes é a prova de que estamos formando autores, escritores, pessoas que observam, pensam e têm algo a dizer ao mundo”, finaliza Lourdes.

Gilberto Junior, SED
Fotos: Reprodução