Jogos africanos revelam cultura e sabedoria para estudantes de escola estadual

Jogos africanos ensinam estudantes que a África é berço de cultura e sabedoria
  • Publicado em 09 jun 2026 • por Gilberto Carvalho Vargas Junior •

  • Brincar também pode se tornar uma maneira de conhecer melhor o mundo

    Há jogos que divertem. E há jogos que ampliam horizontes. Na Escola Estadual Luísa Vidal Borges Daniel, uma recente acolhida trouxe para o pátio duas experiências lúdicas originárias do continente africano. A Amarelinha Africana, conhecida como Teka em Moçambique, e o Shisima, um ‘jogo da velha’ do Quênia.

    Mais do que brincar, os estudantes foram convidados a conhecer uma África criativa, lógica e portadora de uma sabedoria que enriquece qualquer sala de aula.

    Dois jogos, dois mundos descobertos

    A Teka — a Amarelinha Africana, é popular em países como Moçambique e guarda diferenças essenciais em relação à versão brasileira. Não usa pedrinhas e não tem como objetivo avançar individualmente até o topo.

    Em vez disso, trabalha coordenação motora global, ritmo, lateralidade e expressão corporal. O corpo inteiro se torna ferramenta de aprendizagem.

    O Shisima, originário do Quênia, pertence à família dos jogos de alinhamento, mas com uma dinâmica mais rica e complexa.

    Exige raciocínio lógico, visão geométrica, estratégia e tomada de decisão. Habilidades essenciais para a formação integral dos estudantes, que chegaram à escola pela via lúdica e cultural.

    Estudantes como protagonistas

    Quando um estudante joga Shisima ou experimenta os passos da Teka, ele aprende que o conhecimento é plural e diverso. Percebe que existe uma lógica africana tão rica quanto qualquer outra.

    E que brincar pode ser uma das formas mais poderosas de aprender, especialmente quando o jogo vem de um lugar que ainda tem muito a contar.

    Escola de descoberta cultural

    A iniciativa integra as ações de educação para as relações étnico-raciais desenvolvidas pela escola, valorizando a diversidade cultural como caminho para uma aprendizagem mais inclusiva e conectada com a pluralidade que forma a sociedade brasileira.

    A diretora Valéria de Oliveira ressalta que a acolhida oferece conhecimento sem que o estudante perceba que está em aula.

    “Quando a criança joga Shisima, ela está usando lógica, estratégia e geometria sem saber que está na aula. E quando experimenta a Teka, descobre que outras culturas têm muito a ensinar de um jeito que nenhum livro consegue substituir”, destaca Valéria.

    Gilberto Junior, SED

    Fotos: Arquivo Escolar

    Categorias :

    Acolhida, Campo Grande

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