Publicado em 28 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Quando afundar o barco do colega vira melhor forma de aprender coordenadas
Na Escola Estadual Floriano Viegas Machado, em Dourados, a Matemática virou alvo de disputa na gamificação de uma Batalha Naval. E os alunos pediram mais.
A ideia do professor Victor Ragoni transformou o conteúdo sobre plano cartesiano em uma adaptação pedagógica do clássico jogo Batalha Naval, unindo construção manual, raciocínio lógico e estratégia numa aula que saiu completamente do modelo tradicional.
Como o jogo funciona
Antes de jogar, os alunos construíram seus próprios planos cartesianos em folhas sem pauta, desenhando os eixos XY, reforçando a noção de perpendicularidade e praticando a localização de coordenadas.
Em seguida, posicionaram quatro embarcações no espaço bidimensional e identificaram as coordenadas correspondentes a cada uma delas.
Organizados em duplas, os estudantes disputaram a versão adaptada da Batalha Naval. Para afundar as embarcações do adversário, era preciso acertar corretamente as coordenadas no formato (X e Y), variando entre -10 e 10 nos eixos das abscissas e das ordenadas.
Vencia quem conseguisse eliminar primeiro todos os barcos do oponente.

Por que no papel e não no celular?
Embora existem versões digitais do jogo disponíveis em aplicativos, a escolha pelo papel foi pedagógica e intencional. Para reforçar conceitos fundamentais, reativas conhecimentos prévios e garantir que cada aluno compreendesse, na prática, o que está por detrás de cada coordenada marcada.
A atividade também se conecta diretamente ao conteúdo do bimestre, especialmente o estudo das funções do primeiro grau e a localização no plano.

Estudantes como protagonistas
Ao sair do modelo centrado no professor, a atividade colocou o aluno no centro do processo, exigindo descoberta, estratégia e autonomia para avançar no jogo e, consequentemente, no conteúdo.

O professor como mediador
A iniciativa nasceu do planejamento intencional do professor Victor Ragoni, que estruturou a aula como percurso. Da construção das retas numéricas à aplicação no plano, até o jogo como produto final em uma aprendizagem significativa.
“Ao introduzir elementos lúdicos é possível criar um ambiente mais dinâmico, que favorece a descoberta e o desenvolvimento de estratégias pelos estudantes”, revela o professor Victor.
Gilberto Junior, SED
Fotos: arquivo escolar