Projeto educacional transforma Hospital São Julião em espaço de investigação científica

Projeto educacional transforma Hospital São Julião em espaço de investigação científica
  • Publicado em 24 mar 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •

  • Preservação da biodiversidade e ação educacional reforçam conscientização ambiental

    A pesquisa científica se tornou parte de uma iniciativa estruturada de ensino com suporte pedagógico abordando aves migratórias para os estudantes da EE Padre Franco Delpiano, no território do Hospital São Julião, em Campo Grande.

    Foi uma ação integrada de práticas de formação de estudantes mais conscientes e engajados sobre Educação Ambiental, conectando ciência, território e sustentabilidade.

    Fortalecendo a biodiversidade

    No cenário, os estudantes da Escola Estadual reconhecida como a primeira Escola Lixo Zero do Estado, realizaram a inauguração de uma placa interpretativa da avifauna local, no Hospital São Julião.

    A ação, realizada no dia 20 de março, marcou a culminância de um projeto científico desenvolvido ao longo de 2025 e integrou a programação da ‘Passarinhada Pré-COP 15’, voltada à sensibilização ambiental e ao debate sobre a conservação da biodiversidade.

    Educação ambiental e consciência global

    Além da inauguração, estudantes do Ensino Médio participaram de um momento formativo sobre aves migratórias, discutindo os desafios ecológicos enfrentados pelas espécies e a importância da preservação dos habitats.

    A atividade reforça o papel da Escola na formação de uma consciência crítica, conectando os estudantes a temas globais, como mudanças climáticas e conservação ambiental.

    Parcerias que fortalecem a Ciência

    A placa inaugurada materializa os resultados de um estudo desenvolvido entre abril e julho de 2025, apresentado na Mostra Tecnológica, Científica e Cultural da Escola.

    Sob orientação das professoras Tatyane Brasil e Ani Karolini Dutra, o projeto transformou o espaço do Hospital São Julião em um ambiente de investigação científica e aprendizagem ativa.

    O levantamento revelou dados relevantes sobre a biodiversidade local, caracterizando a área como um importante refúgio urbano:

    – 75 Espécies de aves catalogadas

    – Predominância de aves insetívoras (41%) e frugívoras (17%)

    – 47% das espécies classificadas como residentes

    Pesquisa que vira legado

    A placa interpretativa foi doada pelo Instituto Mamede e elaborada com base em dados técnicos das pesquisadoras Simone Mamede e Maristela Benites, garantindo rigor científico à iniciativa.

    Para as pesquisadoras, as experiências mostram que a pesquisa é um instrumento permanente de Educação Ambiental.

    “Ampliamos o alcance do conhecimento produzido pelos estudantes e fortalecemos o sentimento de pertencimento em relação ao território”, destacam Simone e Maristela.

    A ação também contou com parceria do Hospital São Julião e apoio técnico especializado, consolidando uma rede colaborativa em prol da educação ambiental.

    Educação que transforma realidades

    A iniciativa reafirma o compromisso da Rede Estadual de Ensino com a formação integral dos estudantes, integrando ciência, sustentabilidade e protagonismo juvenil em uma ação concreta.

    Ao aproximar os estudantes da realidade ambiental e incentivar o pensamento científico, a ação contribuiu para a construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a preservação da biodiversidade.

    Gilberto Junior, SED

    Fotos: Cid Nogueira (capa) e arquivo escolar

    Categorias :

    Campo Grande

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