Publicado em 16 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Quando a escola abre espaço para falar sobre o que é necessário e precisa ser dito
O debate sobre os direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero ocupa cada vez mais espaço nas políticas públicas e a Escola Estadual Zélia Quevedo Chaves transformou, a última semana de março, em um espaço de escuta, reflexão e formação cidadã, em Campo Grande.
A unidade realizou a ‘Semana da Mulher’, uma série de rodas de conversa que colocou estudantes diante de temas urgentes e necessários.

Falas que importam
A programação reuniu profissionais de diferentes áreas em torno de um propósito comum, ampliar o repertório dos estudantes sobre o universo feminino, seus desafios e seus direitos.
O professor Douglas de Paula abriu os encontros com o tema ‘Mulheres Mais Seguras’, abordando prevenção, atitude e defesa pessoal no cotidiano. Na sequência, o advogado e professor Thiago Oliveira conduziu a roda sobre relacionamentos abusivos e os direitos das mulheres.
As advogadas Jessyca Almeida e Jamille Deghaiche trouxeram o debate sobre o enfrentamento à violência com o tema ‘Falar Até que Nos Ouçam’.
O diretor escolar Álvaro de Lima conduziu a roda ‘Educar com Valores: O Caminho para Homens que Respeitam as Mulheres’, uma abordagem que coloca a responsabilidade masculina no centro da conversa.
E as professoras Ângela Alves e Janaína Luz encerraram a semana com ‘Cuidar de Si: Identidade, Autoestima e Bem-Estar da Mulher’.

Estudantes como protagonistas
Mais do que assistir, os estudantes foram convidados a participar ativamente das rodas, refletindo sobre seus próprios valores, relações e responsabilidades.
A proposta reconhece que a formação cidadã não acontece apenas nos conteúdos curriculares, mas também nas conversas que a escola tem coragem de promover.

Escola para proteção e transformação
O diretor Álvaro de Lima considera a iniciativa pedagógica necessária porque reafirma o espaço de formação integral da EE Zélia Quevedo Chaves como espaço que educa para além do mercado de trabalho, mas para a vida em sociedade.
“Quando a escola fala de consciência sobre os direitos das mulheres, ela está cumprindo algo mais importante que é formar pessoas melhores,” destaca Álvaro.

Gilberto Junior, SED
Fotos: arquivo escolar