Publicado em 28 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Formar professores é o primeiro passo para transformar realidades
Um aluno que nunca tinha programado nada na vida monta um circuito, escreve um comando e vê uma engrenagem se mover por conta própria. Nesse momento, ele não está apenas aprendendo robótica, está descobrindo que é capaz de criar soluções.
E para multiplicar esse sentimento de descoberta, ampliando soluções em cada escola de Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Educação pretende formar mais docentes e PCPIs (Professores Coordenadores de Práticas Inovadoras), em 86 unidades escolares com Laboratório Educacional de Robótica.

Uma estratégia que só aumenta
Uma engrenagem que começou a girar em 2022 continua em movimento entre os dias 22 de abril e 5 de maio de 2026, levando tecnologia a cada canto do Estado de Mato Grosso do Sul.
A estratégia avança em duas frentes simultâneas e complementares. A entrega de laboratórios de robótica nas unidades escolares e, a formação continuada dos profissionais que vão colocá-los à disposição dos estudantes. O resultado é uma rede que cresce de forma orgânica.

Porque a Robótica Educacional funciona
O diferencial da robótica como ferramenta pedagógica está na forma como ela aprende, ou melhor, na forma como ela faz o aluno aprender.
Em aula, em vez do estudante receber conteúdo de forma passiva, é colocado diante de situações-problema concretas e do cotidiano, que exigem lógica, colaboração e criatividade para serem resolvidas.
O ambiente de aprendizagem criado pela robótica estimula o pensamento crítico e reflexivo, com trabalhos em grupo que geram maior interação com o meio, conectando conceitos de diferentes pessoas e áreas ligadas ao conhecimento.

Professores como protagonistas
O curso atual forma profissionais que vão multiplicar essa experiência nas salas de aula.
Ao capacitar docentes e PCPIs, a SED impulsiona a tecnologia até os estudantes pelas mãos de educadores preparados para transformá-la em aprendizagem significativa.
Cada professor formado representa uma escola inteira de alunos que passarão a ter acesso a uma educação mais dinâmica, investigativa e conectada com as demandas do século XXI.

Estudantes como beneficiários diretos
A robótica não é um fim em si mesma, ela é o caminho para desenvolver nos jovens as competências que o mundo contemporâneo exige.
O superintendente de Informação e Tecnologia (SITEC), da SED, Paulo Cezar Santos, destaca que formar o professor é o primeiro passo para transformar um laboratório de robótica em um espaço vivo de aprendizagem.
“O laboratório é onde o estudante deixa de ser espectador e passa a ser construtor do próprio conhecimento, sempre com a supervisão de um professor e com o apoio do professor coordenador de práticas inovadoras,” ressalta Paulo.
Gilberto Junior, SED
Fotos: arquivo escolar