Publicado em 10 jun 2026 • por Gilberto Carvalho Vargas Junior •
Para eles, conta boa é aquela que soma conhecimento, brincadeira e empatia
Existem projetos que ensinam matemática. Outros vão além. O Tornematicando, da Escola Estadual Castro Alves, em Dourados, ensina matemática enquanto desenvolve autonomia, criatividade, trabalho em equipe e, nesta edição de 2026, solidariedade.
No fim de maio, estudantes do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental participaram de uma programação que transformou a escola em um grande espaço de aprendizagem colaborativa e humana.
Desafios com estudantes no centro
A metodologia do projeto combinou rotação por estações e gamificação para levar os estudantes por diferentes espaços temáticos ao longo do evento.
Jogos matemáticos, desafios de lógica e atividades em grupo inspirados nos descritores do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e da Obmep, a Olimpíada Brasileira de Matemática nas Escolas Públicas, garantiram que o conteúdo chegasse de forma interativa e significativa.
Sem que ninguém precisasse fingir que estava gostando, a proposta veio estimular o protagonismo estudantil de maneira envolvente e divertida.
Para o professor e coordenador de área, Felipe Barros, desenvolver habilidades era o foco da iniciativa. “Conseguimos ir além do conteúdo matemático, desenvolvendo autonomia, criatividade, pensamento crítico e trabalho em equipe na tomada de decisões”, destaca Felipe.

Matemática que conversa com tudo
O Tornematicando 2026 também se destacou pelo caráter interdisciplinar, integrando a matemática à Língua Portuguesa, à Arte e à Educação Física.
Para a professora Juciani Camacho, os estudantes perceberam, na prática, que o conhecimento não acontece em caixinhas separadas, mas conectado às diferentes experiências do cotidiano.
“Mais do que trabalhar conteúdos, o projeto busca fortalecer habilidades humanas e despertar nos estudantes o interesse em aprender de forma dinâmica e significativa”, ressalta Juciani.

Estudantes protagonistas da solidariedade
A edição 2026 reservou uma surpresa especial. Uma gincana solidária que mobilizou toda a comunidade escolar na arrecadação de alimentos, produtos de limpeza e itens de higiene pessoal destinados ao Lar Ebenezer e à Casa da Esperança, em Dourados.
A matemática que calculou, o trabalho em equipe que organizou e a empatia que doou. Tudo junto, numa só ação. A coordenadora de práticas inovadoras, Sirléia Portilho, resume a importância do protagonismo estudantil na Castro Alves.
“Quando o estudante participa de atividades práticas e desafiadoras, ele deixa de ocupar uma posição apenas de espectador e passa a construir o próprio aprendizado de maneira mais ativa”, ressalta Sirléia.

Escola de formação humana
A diretora Márcia Regina Wider agradece a comunidade escolar que consolida a ação como um projeto que vai além da matemática.
“Essa experiência une conhecimento, ludicidade e responsabilidade social, mostrando que a escola pública pode ser, ao mesmo tempo, laboratório de aprendizagem e escola de vida”, finaliza a diretora Márcia.
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Gilberto Junior, SED
Fotos: Reprodução