Escolas Estaduais da capital e interior são certificadas por práticas Étnico-Raciais

Escolas Estaduais da capital e interior são certificadas por práticas antirracistas
  • Publicado em 17 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •

  • Diversidade cultural não é tema complementar, mas um compromisso diário na escola

    A educação para as relações étnico-raciais se consolida como política pública estruturante e a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul celebra os resultados do Programa Raças e Etnias – Selo ERER/MS 2025.

    Das 120 unidades escolares participantes em toda a REE, 20 pontuaram acima de 600 pontos e foram certificadas por meio de suas Coordenadorias Regionais.

    Em Campo Grande e Dourados, sete escolas se destacam entre as que conquistaram certificação na categoria Afro-Brasileira e Indígena. As demais unidades foram certificadas pelo desempenho acima da pontuação mínima exigida.

    A entrega do Selo ERER 2025, no Auditório da EE Maria Constância de Barro Machado, contou com a presença do subsecretário de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial em Mato Grosso do Sul, Deividson de Deus Silva, da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania).

    Quem mais envolve e integra a diversidade

    O 1º lugar na categoria Afro-Brasileira em Campo Grande homenageia Tia Eva, fundadora da Comunidade Tia Eva na capital.

    – EE Maria Eliza Bocayuva Corrêa da Costa, sob a direção de Adriane Leão.

    O 2º Lugar presta homenagem a Hosanas Nascimento dos Santos, professora de Terenos que hoje conta com 97 anos de vida e história.

    – EE João Carlos Flores, dirigida por Claudecy José da Cruz.

    Também receberam a certificação pelo desempenho acima de 600 pontos:

    – EE Henrique Ciryllo Corrêa, dirigida por Fabiano Francisco Soares.

    – EE Antônio Delfino Pereira, sob a direção de Adriana Rodrigues, em 2025.

    – EE Amélio de Carvalho Baís, com direção de Paulo Antonio Castaldeli.

    – EE Professora Maria de Lourdes Toledo Areias, dirigida por Adriana Bellei.

    Professores que fazem a diferença

    O programa Raças Etnias de MS/SELO – ERER/MS (Educação para as Relações Étnico-Raciais) também reconhece os docentes responsáveis pelos projetos pedagógicos de destaque.

    O Prêmio ‘MBO’EHÁRA’ – palavra em Guarani Kaiowá que significa “aquele que se mostra, que se preocupa e que se interessa pela educação” – da categoria Cultura Indígena, foi para o professor Rafael Rondis Nunes de Abreu, da EE Antônio Delfino, em Campo Grande.

    O Prêmio ‘OLÙKỌ́’ – a mesma definição do prêmio anterior, mas em Yorubá – da categoria Afro-Brasileira, foi conquistado pelo professor Emiliano Francisco de Souza, da EE Manuel da Costa Lima, em Bataguassu.

    A professora coordenadora de Modalidades Específicas da Superintendência de Projetos e Programas Especiais da SED, Tânia Nugoli, reforçou a importância docente como pilares da certificação do Selo ERER.

    “Nos bastidores das escolas premiadas pelo Selo ERER estão professores atuantes na educação antirracista; eles tem nome e rosto nesta transformação, com dedicação diária nas salas de aula,” ressaltou.

    O que o Selo ERER representa

    Mais do que um troféu, o Selo ERER/MS certifica o trabalho sério, contínuo e transformador de escolas que colocam no centro do currículo o enfrentamento ao racismo, a valorização das culturas afro-brasileira e indígena e a construção de identidades positivas entre os estudantes.

    O programa se fundamenta nas Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatória a abordagem da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena no ambiente escolar. E vai além, estimulando práticas que impactam toda a comunidade escolar.

    Programa segue em 2026

    A SED convida as escolas da Rede Estadual a aderirem e darem continuidade a essa política educacional que transforma vidas e fortalece identidades. Clique aqui e descubra como proceder.

    A professora responsável pela execução do projeto, Myla Meneses, afirma que o tema é estruturante porque coloca a diversidade no centro da educação e do combate ao racismo nas salas de aula da Rede Estadual.

    “Cada escola certificada pelo Selo ERER/MS é a prova de que a educação étnico-racial não se limita à pauta, ela se torna prática transformadora, levando os estudantes a melhorar seu papel social no mundo,” destaca Myla.

    Gilberto Junior, SED

    Fotos: Rick Agra

    Categorias :

    Campo Grande, Educação Étnico-Racial, Selo ERER

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