Publicado em 07 maio 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Selo ERER é importante para a educação integral em uma sociedade plural e diversa
No fim de abril, a Escola Estadual Manoel da Costa Lima, em Bataguassu, foi palco de um momento que vai além de uma entrega do certificado, celebrado ao som da Banda Marcial da própria escola.
A cerimônia foi conduzida pelo professor Leandro Laoriano, na presença da coordenadora regional de educação, Silvia Maria dos Santos e da coordenadora regional adjunta de educação, Josemeire Carneiro, ambas representando a SED. Além de gestores, educadores e estudantes reunidos para comemorar uma conquista coletiva.

As escolas certificadas na CRE – 9
Três unidades estão certificadas pelo desenvolvimento de práticas pedagógicas voltadas à equidade, ao respeito à diversidade e ao fortalecimento da educação étnico-racial.
São elas:
– EE Manoel da Costa Lima, em Bataguassu, dirigida pelas professoras Janete Aparecida Coello e Lucineide Correia Beck.
– EE Braz Sinigaglia, em Batayporã, sob a direção das professoras Glaucia Patrícia de Sá e Maria de Lourdes Moreira.
– EE Professor Luiz Carlos Sampaio, no Distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, dirigida pelo professor Cássio Alexandre Figueiredo e pela professora Maria Alice dos Santos.

Professor vira referência
O momento mais especial da cerimônia reservou um reconhecimento ainda maior. O professor Emiliano Francisco de Souza foi homenageado com o Certificado do Prêmio OLÙKÓ, na categoria Ensino da Cultura Afro-Brasileira.
O prêmio reconhece sua atuação contínua em defesa da causa étnico-racial dentro e fora da sala de aula. A palavra Olùkó, em Yorubá, define aquele que se mostra, que se preocupa e que se interessa pela educação.

Espaço de celebração da diversidade
A presença da Banda Marcial da EE Manoel da Costa Lima transformou a cerimônia em um evento que ficará na memória de quem esteve presente.
A coordenadora regional de educação da CRE – 9, Silvia Maria dos Santos, ressalta que o momento dignifica a diversidade étnico-racial que vai além da obrigação burocrática.
“Cada escola certificada pelo Selo ERER é a prova de que a educação étnico-racial não depende de grandes recursos, depende de compromisso, planejamento e do desejo genuíno de formar estudantes mais conscientes e respeitosos,” disse a coordenadora Silvia.
Por fim, ela parabeniza todas as unidades escolares pelo excelente trabalho desenvolvido na valorização da cultura afro-brasileira, africana e dos povos originários.

Gilberto Junior, SED
Capa: Cid Nogueira
Fotos: Reprodução