Publicado em 29 abr 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Entender como um negócio funciona começa muito antes de abrir um computador
Uma pizzaria sem controle de pedidos. Uma barbearia que anota tudo no caderno. Um pet shop que não sabe o que tem em estoque. Esses cenários cotidianos foram o ponto de partida para a compreensão, na prática, do que é um Sistema de Informação.
A atividade foi desenvolvida como Unidade Curricular Profissional do curso de Assistente de Marketing para alunos do 2º Ano A da Escola Estadual Thomaz Barbosa Rangel, em Rio Verde de Mato Grosso, sob a coordenação da professora Enedir Inácio e com suporte técnico da FACINTEC Educacional.

Como a atividade funcionou
Organizadas em grupos de quatro a cinco estudante, cada equipe escolheu ou sorteou um tipo de negócio simples. Pizzaria, barbearia, loja de roupas online, pet shop ou assistência técnica para celulares.
O primeiro passo foi analisar os problemas que surgem quando uma empresa depende apenas da memória do proprietário ou de um caderno. Como perda de pedidos, falta de controle de estoque, atrasos em entregas, desperdício de produtos e dificuldade em identificar os itens mais vendidos.
Com esse diagnóstico em mãos, os grupos usaram cartolinas e cartazes para montar o Sistema de Informação da própria empresa criada, estruturado em três partes.
Entrada de dados, com pedidos, cadastro de clientes e controle de estoque; processamento com cálculos, atualização de informações e organização de entregas e, também, saída de informação, com relatórios de vendas, produtos mais vendidos e faturamento.

Estudantes como protagonistas
Ao final, cada grupo apresentou seu sistema para a turma, explicando como a desorganização gera prejuízo e como a informação bem gerida pode tornar até o atendimento ao cliente mais eficiente.
A atividade também provocou uma discussão sobre qual tecnologia seria mais adequada para cada negócio, como planilhas digitais, aplicativos ou sistemas prontos disponíveis no mercado.

O professor como mediador
A proposta nasceu de um planejamento intencional da professora Enedir Inácio, apoiada pela Coordenação Técnica de Administração Greice Kelly Tomicha e pelo Supervisor de Educação Profissional da SED, professor Douglas William.
A professora Greice, considera que a ação é importante porque antecede a criação ou a compra de um sistema informatizado, pelo empreendedor.
“A atividade mostra que os estudantes são capazes de pensar como gestores, identificando problemas reais e propondo soluções concretas antes mesmo de conhecerem um sistema informatizado”, enfatiza Greice.
Enquanto o supervisou Douglas William, destacou a importância da abordagem de um conteúdo técnico aliado à realidade do mercado.
“Quando a escola está conectada com o mercado, ela prepara o estudante não apenas para um emprego, mas para compreender e impactar o ambiente de trabalho onde vai atuar,” ressalta Douglas.
A parceria com a FACINTEC Educacional garantiu o suporte técnico necessário para que a atividade conectasse teoria empresarial e prática pedagógica de forma significativa.
A escola como espaço de criação
Quando perguntada sobre os objetivos do curso, a professora Enedir Inácio afirmou que compreender a tecnologia começa por entender as necessidades humanas por trás dela.
E que até um cartaz bem pensado pode ensinar mais sobre sistemas de informação do que qualquer software pronto.
“Quando um aluno percebe que a desorganização de uma empresa começa pela falta de informação, ele entende que aprender a organizar dados não é conteúdo de prova, mas uma habilidade para a vida,” destacou a professora Enedir.
Gilberto Junior, SED
Fotos: arquivo escolar