Publicado em 19 maio 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •
Quando raciocínio lógico e expressão artística dividem a mesma aula
Certas aulas os estudantes não esquecem. Na Escola Estadual Professora Lígia Terezinha Martins, em Rio Brilhante, uma delas aconteceu ao longo de uma semana inteira.
Tudo começou com a prática do projeto ‘Aprendizagem em Ação’ da professora Carla Vidal, integrando tecnologia, ludicidade e expressão artística numa proposta que fez matemática e poesia conversarem. E os alunos, participarem de verdade.
Jogos que ensinam sem parecer aula
Na matemática, os estudantes exploraram conteúdos por meio da plataforma digital Wordwall, de jogos interativos que estimularam o raciocínio lógico e a participação ativa.
A escolha pela gameficação não foi por acaso. Quando o aluno joga, ele erra, tenta de novo e aprende sem perceber que está aprendendo.

Descobridores de palavras
Paralelamente, a turma mergulhou na poesia de Vinícius de Moraes, trabalhando consciência fonológica, leitura e expressão artística na ação pedagógica.
A escolha do poeta não poderia ser mais certeira. A escolha por Vinícius reflete o quanto as palavras têm ritmo, afeto e vida própria.

Estudantes como protagonistas
Em poucas palavras, um estudante resumiu o que qualquer pesquisa sobre aprendizagem ativa confirmaria: quando o estudante se envolve, ele aprende mais e melhor. “Eu gostei porque a gente aprendeu brincando e fazendo coisas diferentes,” resumiu.

A professora como mediadora
A professora orientadora da atividade, Carla Vidal, ressalta que “a proposta foi pensada para tornar a aprendizagem mais significativa, aproximando os conteúdos da realidade dos alunos por meio de estratégias lúdicas e interativas.”

A escola como espaço de criação
A atividade reafirma que inovação pedagógica não exige grandes recursos, exige intenção.
E que, quando matemática e poesia caminham juntas, os alunos descobrem que aprender pode ser, também, uma experiência interessante.
Gilberto Junior, SED
Fotos: Arquivo Escolar