Violência de gênero vira ferramenta de conscientização por estudantes de escola estadual

Violência de gênero vira ferramenta de conscientização por estudantes de escola estadual
  • Publicado em 07 maio 2026 • por Adersino Valensoela Gomes Junior •

  • Quando o conhecimento muda a forma de enxergar o mundo na escola pública

    Quatro estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Maria de Lourdes Toledo Areias, em Campo Grande, decidiram que pesquisar sobre violência contra a mulher não bastava. Que era preciso transformar esse conhecimento em algo que chegasse às pessoas como ferramenta de prevenção.

    O resultado foi o jogo pedagógico ‘Rompendo a Violência’, desenvolvido no âmbito do projeto ‘Transformando Realidades: Educação Digital e o Combate à Violência contra a Mulher’.

    A iniciativa é vinculada ao PICTEC 4 (Programa de Iniciação Científica e Tecnológica), com incentivo da FUNDECT (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), do Estado de Mato Grosso do Sul.

    Como o jogo nasceu

    O ponto de partida foi a pesquisa. As estudantes Anna Fernandes, Rafaella Nascimento, Renata Cabral e Theo Franco mergulharam em estudos teóricos, análise de dados e reflexões sobre a realidade local, especialmente sobre os índices de violência contra a mulher em nosso estado.

    O que encontraram virou conteúdo do jogo. Diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, situações problema baseadas na realidade social com abordagem educativa e reflexiva; um caso de violência é tratado como ponto de partida para um debate crítico.

    Estudantes como protagonistas

    O jogo foi aplicado em oficinas na própria escola e teve alto nível de engajamento, provando que linguagem acessível e interativa é capaz de abrir conversas que o formato tradicional de aula muitas vezes não consegue.

    Além do jogo, o projeto resultou em vídeos, podcast e oficinas, ampliando o alcance das ações e fortalecendo o diálogo com a comunidade escolar.

    Educadores como mediadores

    A iniciativa foi orientada pela professora mestra de Sociologia, Bruna Lucila dos Anjos, com apoio do professor mestre PCPI (Professor Coordenador de Práticas Inovadoras) Jean Carlos Azevedo; uma parceria que conectou rigor científico, sensibilidade pedagógica e comprometimento social em torno de um tema que não pode ser ignorado.

    Escola espaço de transformação social

    A professora Bruna Lucila dos Anjos considera o projeto um recurso pedagógico que demonstra o quanto os estudantes da Educação Básica são capazes de produzir Ciência com propósito.

    “Quando estudantes pesquisam, criam e aplicam um jogo sobre violência contra a mulher, eles deixam de ser apenas alunos e se tornam agentes de transformação dentro da própria comunidade escolar”, reflete a professora Bruna.

    Para o professor Jean Carlos Azevedo, a escola pública pode ser um agente ativo no enfrentamento de problemáticas sociais contemporâneas.

    “A articulação entre pesquisa científica e tecnologia educacional mostra que inovação pedagógica e responsabilidade social podem e devem caminhar juntas na escola pública,” resume o professor Jean.

    Clique, conheça e jogue

    🎮 Jogo Rompendo a Violência

    📖 Manual do jogo

    Gilberto Junior, SED

    Fotos: Arquivo Escolar

    Categorias :

    Campo Grande, Gameficação

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